Mudanças nos Programas Sociais do Governo Federal

Você está por dentro das mudanças nos programas sociais do Governo Federal? Então saiba que a nova administração está alterando o formato de várias iniciativas. Leia a matéria e descubra o que mudou no Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Prouni, Fies e Mais Médicos.

O Governo de Michel Temer começou repleto de mudanças, que impactam diretamente os principais programas sociais do Brasil. O atual presidente está fazendo uma série de alterações, com o objetivo de minimizar a crise econômica.

Faz pouco mais de seis meses que Dilma Rousseff deixou de ser presidente do Brasil e foi substituída por Michel Temer. Nesse período, muitas decisões foram tomadas a respeito de iniciativas governamentais, como Bolsa Família, Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida, Fies e Prouni.

Mudanças nos programas sociais do Governo Federal

Veja a seguir o que mudou nos programas sociais com a queda de Dilma e a ascensão de Michel Temer:

Bolsa Família

mudancas-nos-programas-sociais-do-governo-federal

Assim que Michel Temer assumiu o poder, ele realizou um reajuste no valor do Bolsa Família, algo que não acontecia há dois anos. Após a sua posse, o presidente concedeu um aumento de 12,5% do benefício.

A influência do governo Temer sobre o programa Bolsa Família não parou por aí. O presidente também iniciou uma grande operação pente-fino nos cadastros, a fim de combater as irregularidades e garantir o pagamento do benefício para os cidadãos que realmente precisam.

Depois de cruzar uma série de informações, o governo ordenou o cancelamento de 469 mil benefícios e o bloqueio de outros 654 mil. O pente-fino impactou 8% do total de benefícios.

Minha Casa Minha Vida

mudancas-nos-programas-sociais-do-governo-federal-1

As mudanças nos programas sociais do Governo Federal também impactaram o “Minha Casa Minha Vida”. A iniciativa continua ativa no mandato de Michel Temer, mas tem enfrentado problemas na sua faixa 1 (que atende a população mais pobre).

A faixa 1 do Minha Casa Minha Vida é destinada às famílias com renda mensal de até R$1.800. Contudo, o governo resolveu paralisar as contratações de novas unidades habitacionais para poupar dinheiro público e recuperar o vigor da economia.

O número de casas e apartamentos, concedidos pelo programa Minha Casa Minha Vida, caiu consideravelmente nos últimos anos. Em 2013, foram distribuídas 537 mil unidades habitacionais. Em 2015, por sua vez, caiu para 16,9 mil. No Governo Temer, cerca de 32,5 novas unidades foram contratadas até o mês de setembro.

A faixa 1 do programa habitacional custa caro para o Governo, que precisa bancar até 90% do valor do imóvel. Em contrapartida, as faixas 2 e 3 (renda de R$2.351 a R$6.500), não pesam tanto para os cofres públicos. Michel Temer implementou uma nova faixa, conhecida como 1,5. A ideia é subsidiar financiamentos de famílias com rendas de até R$2.350.

Não dando tanta importância a faixa 1, o Minha Casa Minha Vida deixou de ser um programa social e se transformou apenas em um crédito habitacional. Para 2017, a previsão é que 170 mil unidades sejam liberadas para a faixa 1 e outras 400 mil nas demais.

Prouni

mudancas-nos-programas-sociais-do-governo-federal-3

Michel Temer deu continuidade aos programas educacionais que beneficiam a população mais pobre, como é o caso do Prouni. A iniciativa concede bolsas parciais e integrais em universidades privadas, desde que o estudante tenha concluído o ensino médio na rede pública e comprove baixa renda.

No segundo semestre de 2016, já no mandato de Michel Temer, o número de bolsas concedidas teve um pequeno aumento em comparação com o mesmo período em 2015. Foram 125,5 mil vagas na última edição do programa.

O aumento no número de bolsas de estudo se concentrou nas parciais, ou seja, aquelas que custeiam apenas 50% do valor da mensalidade (de 47.033 para 68.437). Já a quantidade de bolsas integrais, que permite fazer faculdade com custo zero, apresentou uma queda significativa (de 68.971 para 57.141).

Fies

mudancas-nos-programas-sociais-do-governo-federal-2

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) estava com falta de verba logo nos primeiros meses do Governo de Michel Temer. O atraso aconteceu porque a administração anterior não deixou receita para repassar aos bancos.

Em outubro, o Congresso aprovou uma verba de R$700 milhões para o Fies. Com esse dinheiro, o programa terá condições de continuar operando até o final de 2016.

Mais Médicos

mudancas-nos-programas-sociais-do-governo-federal-4

O Mais Médico foi criado durante a administração de Dilma Rousseff, com o objetivo de beneficiar a saúde pública. O programa levou mais de 18 mil médicos para mais de 4 mil municípios e 34 distritos indígenas.

Michel Temer manteve o Mais Médico, porém, não anunciou uma previsão orçamentária para ampliar o programa. Há um forte interesse do governo em aumentar a participação de médicos brasileiros.

Segundo informações do Ministério da Saúde, dentro de três anos, serão realizadas 4 mil trocas de médicos estrangeiros por brasileiros.

E aí? Qual a sua opinião sobre a administração de Temer? O que está achando das mudanças nos programas sociais do Governo Federal? Comente.

Avalie este conteúdo!

Avaliação média: 4.8
Total de Votos: 4

Mudanças nos Programas Sociais do Governo Federal

Comente