10 Mitos sobre o Bolsa Família que você precisa parar de repetir

Elaboramos uma lista para esclarecer alguns mitos mais comuns sobre o Bolsa Família

O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do país, completa este ano 16 anos de existência ainda carregado de muitas polêmicas. E embora seja reconhecido internacionalmente por ter trazido resultados positivos ao desenvolvimento do Brasil, com a redução da desigualdade social e da miséria extrema, ainda é possível ouvirmos muitos mitos sobre o Bolsa Família.

Cartão do Bolsa Família

O Bolsa Família é um dos principais programas sociais do Brasil. (Foto: Divulgação).

Portanto, para tentar esclarecer acerca dos mitos e verdades que giram em torno do Programa, preparamos uma lista com os dez principais mitos sobre o Bolsa Família que muitas pessoas ainda repetem por falta de informação, ou até mesmo por preconceito de classe social. Isso porque o Programa do Governo Federal destina-se à população de baixa renda do país.

Assim, para que você não repita esses mitos por aí, segue abaixo a lista:

10 mitos sobre o Bolsa Família

1 – O Bolsa Família deixa os beneficiários acomodados

Esta representa uma das principais afirmações sobre o Bolsa Família que muitas pessoas ainda repetem com frequência. Porém, não passa de um mito. Isso porque a maioria dos beneficiários em idade adulta, está inserido no mercado de trabalho.

Mas ao mesmo tempo é importante lembrar que quase metade dos beneficiários do Bolsa Família são crianças e adolescente de 0 a 18 anos. A obrigatoriedade é que esse grupo de indivíduos esteja devidamente matriculado na escola.

Sem contar que o Bolsa Família, por ser um Programa aliado a outras ações sociais do Governo, abre portas para a possibilidade de ingresso em programas de formação e qualificação profissional dos governos federais e estaduais.

2 – O Bolsa Família causa dependência

Mais um mito comumente repetido na sociedade. Mas, o Bolsa Família não causa dependência exatamente por sua natureza, ou seja, ele foi concebido para ser um complemento de renda, e não a única renda dos beneficiários.

Além disso, as condições exigidas para que seja possível receber a concessão do benefício, possibilitam que os beneficiários consigam cada vez sua autonomia.

3 – Mulheres pobres têm mais filhos para manterem o Bolsa Família

Outro mito sobre os beneficiários do Bolsa Família que frequentemente se repete por aí é de que as mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família engravidam para sustentarem o recebimento do benefício. Esse mito se baseia no fato de que um dos critérios para que uma família receba o benefício é que tenham crianças de 0 a 16 anos na composição familiar.

No entanto, o efeito do benefício na vida das famílias, sobretudo das mulheres da casa, tem sido exatamente o contrário. As estatísticas de órgãos como o IBGE já demonstram que houve uma redução na taxa de natalidade entre as mulheres mais pobres do país, justamente aquelas que recebem o benefício do Programa Bolsa Família.

A queda, inclusive, se deu mais rapidamente entre os anos em que o Programa se estabeleceu no país, como aponta o censo do IBGE de 2010. Além disso, foi na região Nordeste, mais beneficiada pelo Programa, que o índice de mulheres pobres e gestantes diminuiu se comparado às demais regiões do Brasil.

Vale destacar que uma das possíveis razões para que essa redução tenha acontecido, seja o ganho de autonomia financeira conquistado pelas mulheres beneficiárias. Isso porque, pelo Programa Bolsa Família as mulheres são as titulares, ou seja, as responsáveis pela Unidade Familiar, ficando assim no nome delas o registro e o recebimento do benefício.

4 – Tem pessoas que recebem muito dinheiro pelo Bolsa Família

Um dos mitos sobre o Bolsa Família repetido corriqueiramente é de que o Programa esteja sendo utilizado para o enriquecimento de algumas pessoas a custa do Estado brasileiro. Entretanto, o Programa representa um complemento de renda para famílias em situação de vulnerabilidade, no valor, em média, de R$ 170.

Este valor pode aumentar dependendo de algumas condições como quantidade de membros na família. Além disso, vale lembrar que o benefício não é acumulativo. Com isso, o valor pago pelo Bolsa Família atinge, no máximo, aproximadamente quinhentos reais.

5 – Bolsa Família é apenas esmola

Os tópicos três e quatro são contraditórios, porém, representa mitos muito comuns a respeito do Bolsa Família. Dizer que o benefício não passa de uma “esmola” é um equívoco por tudo o que já foi explicado sobre o programa anteriormente, mas também porque ele está inserido dentro de um Plano muito maior o “Brasil sem Miséria”.

O Plano do Governo Federal oferece, além do Bolsa Família, uma série de outros programas que servem para incluir o cidadão de baixa renda dentro das oportunidades de uma vida digna, o capacitando para que ele possa sair do círculo da pobreza e extrema pobreza.

Desse modo, o beneficiário do Bolsa Família passa a ter acesso a Programas de educação e formação profissional como o Pronatec, ou ao Luz para Todos, programa de construção de cisternas, o que ajuda, neste ultimo caso, os trabalhadores da zona rural com o trabalho na produção. Entre outros benefícios que somados contribuem que saiam da situação de vulnerabilidade social.

6 – Bolsa Família é muito gasto para o país

Primeiramente, é importante que o Bolsa Família não seja visto como um gasto, mas sim como um investimento para o país, pois quanto maior for o poder aquisitivo da população, mais estímulo isso pode gerar para  economia do país.

Segundo, porque o valor do orçamento destinado ao Programa corresponde apenas a cerca de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). O que significa um investimento pequeno, para uma grande possibilidade de transformação na situação de vida de várias famílias, que com a ajuda do Programa passam a ter, pelo menos, comida na mesa.

7 – O Bolsa Família serve para conquistar voto dos beneficiários

Essa afirmação também representa mais um mito. O Programa do Governo Federal promove exatamente o oposto disso, isto é, a liberação dos cidadãos das amarras da compra de votos em trocas de benfeitorias.

Com o Bolsa Família o beneficiário consegue mais autonomia financeira, o afastando da necessidade de aceitar ações coronelistas.

8 – O impacto real na vida dos pobres é pequena

Muito pelo contrário. O Bolsa Família se tornou um dos principais condicionantes para que o Brasil saísse do Mapa da Fome das Nações Unidas. Após dez anos do Programa, em 2013, o país já havia alcançado o patamar próximo da meta estabelecida pela ONU de erradicação da pobreza extrema até 2030.

9 – Os nordestinos foram os únicos beneficiados

Esse é outro mito sobre o Bolsa Família. Embora os nordestinos tenham sido os principais beneficiados pelo Programa, tendo em vista a concentração da miséria na região, outras regiões do país também receberam o benefício do Bolsa Família. São Paulo, por exemplo, é a região com o maior número de beneficiários do Programa, perdendo só para a Bahia.

10 – Só o Brasil tem um Programa de transferência de renda para a população de baixa renda

O Brasil não é o único país que realiza um programa de transferência, mas serviu de modelo para que muitos outros países começassem com um Projeto semelhante, como aconteceu em países como a Itália.

De fato, o Brasil é que realiza esse tipo de programa com o maior alcance, isto é, atendendo ao maior número de pessoas possível. Em países da Europa, programas sociais do tipo atendem um menor número de pessoas, mas o valor pago as famílias é mais alto.

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